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Neuropatia Diabética: relato de redução da dor e melhora da mobilidade

13 de set.
5 min de leitura

Atualizado: 21 de set.

Um relato de caso sobre a utilização da Fasciaterapia do Método Danis Bois como abordagem complementar na reabilitação de um paciente com diabetes.


1. A frase que não saiu da minha cabeça


"Lucy, é esta técnica que está diminuindo as minhas dores."


Foi o que um paciente me disse, entre dores nas pernas e uma dificuldade de caminhar tão grande que ele não conseguia percorrer mais de 10 metros seguidos. Essa frase ficou comigo por sete anos, até eu conseguir organizá-la neste relato de caso.


Este é o caso de um paciente com diabetes tipo 2 de longa duração, neuropatia diabética e grande dificuldade para caminhar, que acompanhei por meio da Fasciaterapia. Desde o início, observei uma melhora importante nas dores neuropáticas e na capacidade de locomoção.


2. O que é neuropatia diabética


A Neuropatia Diabética é uma complicação que pode ocorrer em pessoas com diabetes, especialmente quando a doença existe há muitos anos. Ela pode afetar os nervos e provocar dor, queimação, formigamento, dormência e dificuldade para caminhar.


A Neuropatia também pode ocorrer sem dor. Nesse caso, a perda de sensibilidade pode ser perigosa, pois a pessoa pode não perceber cortes, queimaduras ou ferimentos nos pés, aumentando o risco de infecções e outras complicações.


Cada pessoa apresenta uma evolução diferente. Por isso, acompanhamento médico, controle da glicemia e avaliação regular dos pés e da sensibilidade por profissionais habilitados são fundamentais.


3. Um paciente com 30 anos de diabetes e 10 metros de limite


No início do acompanhamento, o paciente tinha 68 anos e convivia com diabetes tipo 2 havia aproximadamente 30 anos. Utilizava insulina NPH e Regular e apresentava controle glicêmico estável.


Também tinha hipertensão (pressão alta), dislipidemia (colesterol alto), doença cardiovascular (IAM - infarto agudo do miocárdio), nefropatia diabética (doença renal crônica DRC), anemia, hipotireoidismo e neuropatia diabética.


Sentia dores nas pernas e no joelho esquerdo. Sua limitação era tão importante que ele não conseguia caminhar continuamente mais de 10 metros.


Nota ética: este relato refere-se a um acompanhamento realizado anteriormente. O paciente faleceu posteriormente. Para preservar sua privacidade, não são divulgados seu nome, imagens pessoais ou informações que permitam sua identificação.


O relato foi utilizado para fins educacionais e apresentado em congresso com a devida autorização disponível à época.


4. Como foi realizado o acompanhamento


Foi realizada Fasciaterapia pelo Método Danis Bois (eu estava iniciando o curso da Fasciaterapia MDB no Brasil) e utilizei também a Sohier (Fisioterapia Articular Analítica), aplicada por mim, fisioterapeuta especializada e professora de educação física, principalmente nas pernas.


Meus olhos brilharam quando ele me disse aquela frase. Pensei: "Encontrei uma possibilidade para ajudar diante de uma das complicações mais frequentes e limitantes do diabetes."


A neuropatia diabética pode dificultar a prática de atividade física e exercícios, que são importantes para o controle do diabetes e para a saúde em geral.


Durante os primeiros oito meses, foram realizadas três sessões semanais, com duração aproximada de uma hora. Depois, o paciente continuou com duas sessões semanais de fasciaterapia e iniciou também alongamento e hidroginástica, caminhada crescente de 600m a 800m até a academia, fazendo hidroginástica e voltando caminhando.


Durante todo o período, manteve estáveis o peso, as doses dos medicamentos e o controle glicêmico. O paciente apresentava todo cuidado necessário: glicemias pré e pós prandiais e diria que próximo dos 100% dentro da meta. Ele me comentou: "Nossa... se eu tivesse me cuidado desde o início não estaria assim..." (forte anemia e já apresentava indicação à realização de diálise).


A importância do acompanhamento por profissionais capacitados


Ao longo da minha trajetória profissional, acompanhei muitas pessoas com diabetes. Minha formação em Educação Física, Fisioterapia e Fasciaterapia permitiu integrar conhecimentos sobre movimento, funcionalidade, percepção corporal e cuidados relacionados ao diabetes.


A monitorização da glicemia capilar, especialmente antes e depois das atividades, ajudava a acompanhar a resposta de cada paciente e a reconhecer situações que exigiam atenção ou encaminhamento. Esse cuidado é particularmente importante em pessoas com neuropatia, anemia, nefropatia, retinopatia ou maior risco cardiovascular.


Considero essencial que profissionais envolvidos no atendimento de pessoas com diabetes estejam preparados para observar sinais e sintomas, respeitar seus limites de atuação e trabalhar em conjunto com a equipe médica. A monitorização da glicemia não substitui a avaliação médica nem autoriza mudanças de medicamentos sem orientação profissional.


5. O que mudou, mês a mês


  • Após três meses, relatou redução da dor neuropática.

  • A distância de caminhada aumentou para aproximadamente 100 metros contínuos.

  • Após oito meses, conseguia caminhar cerca de 800 metros até as aulas de hidroginástica, fazia hidroginástica e voltava mais 800 metros no retorno para casa.

  • O paciente relatou que a terapia manual foi essencial para sua reabilitação.


Desde a apresentação desse relato, em 2017, minha experiência com o Método Danis Bois continuou se desenvolvendo. Ao longo dos anos de estudo e prática, percebi um aprimoramento da minha percepção sensorial e da minha capacidade de observação durante os atendimentos.


Essa é uma percepção da minha trajetória profissional e não deve ser confundida com uma comprovação científica de eficácia.


Novos estudos são necessários para avaliar os possíveis efeitos do método na neuropatia diabética.


  • Um compromisso que permaneceu


Foi a partir desse atendimento que compreendi ainda mais a importância do trabalho com as fáscias, especialmente por meio do Método Danis Bois. Essa experiência despertou em mim o desejo de continuar minha investigação sobre o método, não apenas em relação à neuropatia diabética, mas também diante de outras condições de saúde.
Ao longo dos anos, acompanhei muitos pacientes e também vivenciei minha própria condição de pessoa com diabetes e neuropatia diabética. Essas experiências fortaleceram minha percepção sobre os possíveis efeitos positivos do Método Danis Bois, que ainda precisam ser avaliados cientificamente. Por isso, durante o acompanhamento, disse a ele que meu objetivo seria realizar um estudo científico para avaliar os efeitos do método sobre a dor, a sensibilidade, a mobilidade e a qualidade de vida.
Este compromisso permaneceu comigo ao longo dos anos, até que, sete anos depois, finalmente consegui organizar e registrar esse relato.

A apresentação do pôster não representou a comprovação da eficácia do método. Representa o primeiro passo para transformar uma experiência clínica em uma pergunta de pesquisa.


6. A apresentação no Congresso





Este relato de caso para publicação, com a colaboração dos professores doutores Mark Thomaz Ugliara Barone e Lorenza Oliveira Testa Carvalho. O trabalho também foi apresentado em formato de pôster no XXI Congresso da Sociedade Brasileira de Diabetes, em 2017.


O trabalho, intitulado "Fasciatherapy, a French manual complementary therapy to reduce neuropathic symptoms: a case report", foi apresentado em formato de pôster no XXI Congresso da Sociedade Brasileira de Diabetes, em São Paulo, em 2017.


Consulte abaixo os documentos relacionados à apresentação deste trabalho no XXI Congresso da Sociedade Brasileira de Diabetes, em 2017.




Se você ou alguém próximo convive com neuropatia diabética ou outra condição crônica complexa, posso ajudar a entender se a Fasciaterapia faz sentido para o seu caso. Me conte um pouco da sua história por mensagem pelo WhatsApp +55(11)996496082.






Nota sobre o uso de inteligência artificial (IA): este texto foi organizado e revisado com auxílio de uma ferramenta de inteligência artificial, utilizada para apoiar a estruturação, a clareza e a revisão da redação. As informações clínicas, o relato de caso, os documentos do congresso e as decisões sobre o conteúdo são de responsabilidade da autora. A inteligência artificial não foi utilizada como fonte de evidência científica nem substitui a revisão profissional.


 
 
 

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1 comentário


Fernanda
16 de set.

Também recebi o tratamento de fasciaterapia pela Lucy e além de solucionar o meu problema ela ainda identificou outro no meu pé e me curou. Parabéns Lucy pelo seu trabalho e competência.

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